
Há mais de 18 anos, minha vida é a linha de frente do audiovisual.
Circulo entre a produção, a criação, a gestão e a tecnologia, mas a minha escola mesmo foi a TV e a publicidade. Foi no ritmo insano de set que aprendi o que ainda rege meu trabalho hoje: ler o que a ideia pede, antecipar o caos, saber lidar com todo tipo de gente e, principalmente, colocar o projeto de pé.
Com o tempo, o escopo foi abrindo. De produtor, fui para a direção de produção, gestão de projetos e criação. Parei de olhar apenas para a execução e passei a entender a jornada inteira: da faísca da ideia até o impacto do resultado na rua.
Nessa caminhada, entreguei projetos para Netflix, National Geographic, History Channel, TV Cultura, Coca-Cola, Prime Video e Spotify. Só na Netflix, atuando pela agência Boys Do Cry, foram três anos construindo e gerenciando 30 títulos. Uma imersão profunda em posicionamento, campanhas de lançamento, PR stunts, produção gráfica e todo o ecossistema audiovisual de um grande lançamento.
Foi aí que afiei a capacidade de operar em várias frequências ao mesmo tempo, falar a língua da criação e a da planilha financeira. Entender a dor do cliente, alinhar a equipe e segurar a bronca do cronograma, sempre protegendo a essência do que está sendo construído.
Mais recentemente, na Human, mergulhei na nova era da indústria: workflows estruturados a partir de Inteligência Artificial. Conectando atendimento, direção, AI creators e pós-produção, gerenciei entregas de ponta a ponta para marcas como Google, BTG e Itaú. Entendi, na prática, que a IA não veio para substituir a direção e o olhar humano, mas como uma camada brutal de novas possibilidades para criar, produzir e resolver problemas.
Hoje, através da IABlend, sigo estudando e aplicando o aprendizado nesse território. Construo operações sob medida, combinando as pessoas certas, repertório, curadoria afiada, craft e tecnologia, exatamente na medida do que o projeto pede.
Minha liderança é baseada em clareza, confiança e responsabilidade compartilhada. Bons projetos nascem quando o talento tem espaço para pesquisar, se inspirar, executar numa jornada justa ao tempo de descanso que o mercado, geralmente, te tira. Sigo ali no centro para todos terem alta performance, o time e o cliente: para conectar as pontas, tomar as decisões difíceis e garantir que todo mundo reme na mesma direção.
No fim das contas, é aí que meu trabalho encontra seu propósito: entender o desafio, organizar a complexidade e garantir que uma boa ideia se transforme em algo que possa, de fato, ser produzido.

